
O que é educação sexual? O que é normal no comportamento sexual? O que é sexo erótico? O que são as perversões? Veja neste artigo na visão da psicologia analítica.
Comportamento sexual é o conjunto de atitudes e expressões da natureza humanas relacionadas ao sexo, englobando crenças, pensamentos, fantasias, desejos e ações, influenciado por fatores biológicos, psicológicos e culturais.
Assim comportamento sexual refere-se à ampla gama de comportamento e desejos humanos relacionados à reprodução, ao prazer e à intimidade. A vida sexual é antes de tudo um instinto inconsciente, com suas peculiaridades e formosuras, é apenas um dos muitos meios pelos quais o indivíduo pode sentir prazer.
A sexualidade, que engloba comportamentos que vão desde a fase do namoro até as relação do coito sexual, e comportamento paralelos como a masturbação, compulsões, a prostituição e as fantasia sexuais.
Uma vez que o comportamento sexual é influenciado por regras morais, culturais e religiosas, algumas variações sexuais acabam sendo consideradas atípicas devido a sociedade ou a época em que está inserida.
Com isso, sexo convencional é definido como sendo heterossexual ( homem e mulher) entre os órgãos genitais ( coito sexual), com finalidade prazerosa e ou procriativa, e como um ato intimo ( privado sem publicidade ) .
Mas na realidade, o comportamento sexual em sua variedade de situações e individualidade, que se demostra bem mais complexa, variável e nada convencional.
No mundo civilizado ou no mundo moderno urbano existe a supremacia dos direitos humanos na maioria dos países. São exemplos a dignidade, a vida, a igualdade, a propriedade, a segurança, a saúde, a educação, ao trabalho e as liberdades.
Dentro da liberdade existe a liberdade sexual que é direito de expressar e viver a própria sexualidade de forma autônoma, livre de coerção ou violência, incluindo a escolha do parceiro (a) ou ausência de parceiros.
Neste sentido não existe mais isso de dizer que cada sociedade ou cultura entende a sexualidade de uma forma, delimitando o que é ou não permitido, atualmente os direitos humanos é a base. Exemplo se numa tribo indígena, numa favela ou num país isolado era normal o estupro hoje em dia não é mais.
Qualquer comportamento que viole esta liberdade sexual passar ser uma anormalidade ou transtorno comportamento sexual. Pode ser até crime!
A partir do momento em que um comportamento sexual causa sofrimento, prejuízo psíquico ou violência a outra pessoa, passa a ser caracterizado como transtorno, ou seja, não é normal.
Assim o ser humano, como ser com instinto sexual, busca sua satisfação de jeitos variados, com predileções e fetiches diferentes para cada indivíduo, porem há limites.
A palavra parafilia vem do grego “para” que significa “fora de”, e philia que significa “apego” ou “afeição”, descrevendo um interesse ou desejo sexual “fora do comum” “fora do normal”.
Assim as parafilias são termo oriundo do passado para a psicologia moderna e que representa variações do comportamento sexual que fogem ao padrão estabelecido pelas sociedades modernas.
Na psicologia as parafilias são transtornos do comportamento sexual caracterizado por padrões de fantasias e práticas sexuais especificas, em certas condições muito lesivas ao próprio indivíduo e ou a terceiros, podendo envolver apenas a fantasias ou atividade sexual real com um parceiro.
Etimologicamente, A palavra perversão descreve o ato de desviar ou inverter algo de seu estado natural, aplicando-se tanto a desvios morais e desvios funcionais quanto ao comportamentos sexuais, sendo o termo usado na psicanálise para descrever depravação ou desvio de uma ordem sexual.
Assim na psicanálise de Freud existem as perversões que são as práticas sexuais que fogem do que seja “padrão”. Neste sentido as atuais parafilias são formas específicas da perversão sexual.
A perversões passam a ser identificados como transtornos psicológico quando passam a ser um fardo para quem os manifesta, ou quando prejudicam a integridade de outras pessoas que sejam forçadas a participar de determinadas práticas sexuais.
Qual a visão de psicologia analítica sobre as parafilias e as perversões? Carl Jung não formulou uma teoria específica e detalhada sobre as parafilias ou as perversões da mesma forma que a psicologia moderna que utilizam manuais como o DSM.
Para Carl Jung, as chamadas “perversões” ou desvios sexuais não eram vistas primariamente como patologias em si mesmas, mas sim como expressões distorcidas da energia psíquica (libido)
No entanto, uma perspectiva junguiana sobre comportamentos sexuais atípicos ou “perversões” podem ser traduzidos como o lado sombra da sexualidade humana. Veja exemplos Abaixo:
Fetichismo
É a prática de obter prazer sexual através de objetos, materiais ou partes do corpo que não são tradições sexuais. Isso pode incluir maquinas, consolos, ou partes do corpo como pés.
Travestismo
Refere-se à prática de uma pessoa se vestir e adotar comportamentos de sexo oposto, muitas vezes para fins de autoexpressão ou prazer sexual. É diferente da identidade do gênero trans.
Exibicionismo
É o desejo ou ato de exibir os próprios genitais ou agir sexualmente em público, buscando a emoção sexual a partir da ocorrência de outros.
Voyeurismo
É uma prática de obter prazer sexual ao ver ou observar outras pessoas sem o seu consentimento, especialmente durante atividades íntimas ou sexuais.
Masoquismo Sexual
E a busca de prazer sexual por meio da dor, humilhação ou sofrimento físico de si mesmo. O indivíduo que passa por essas experiências é conhecido como masoquista.
Sadismo Sexual
Sadismo sexual é o prazer sexual resultante da inflição de dor, sofrimento ou humilhação do parceiro(a) sexual. O praticante é conhecido como sádico.
Frotteurismo
Frotteurismo é uma prática de obter prazer sexual ao esfregar-se ou pegar nas partes intimas contra uma pessoa não consentida, geralmente em locais públicos lotados.
Pedofilia
É uma condição onde um adulto apresenta atração sexual por crianças ou pré-adolescentes. Trata-se de um transtorno de psicopatia e é ilegal.
Incesto
Incesto refere-se a relações sexuais ou românticas entre membros de uma mesma família que são geneticamente próximos, o que é geralmente reprovável culturalmente e é ilegal.
Violentação sexual
É o ato de forçar alguém a participar de atos sexuais contra a sua vontade, podendo incluir abuso, estupros e outras formas de agressão sexual.
Assédio sexual
É o comportamento indesejado de natureza sexual que cria um ambiente hostil ou intimidador, podendo incluir comentários, toques ou sugestões.
Esses são comportamento sexuais e temas são sensíveis que tem implicações sociais, legais e psicológicas sérias, logo de ser evitado.
Na mitologia grega, Eros é o deus do amor e do desejo , frequentemente associado à paixão e ao amor romântico.
Eros representa o amor erótico e a atração física pelo sexo oposto, sendo muitas vezes retratado com flechas, que ele usava para fazer as pessoas se apaixonarem.
No senso comum o conceito foi distorcido, o sexo erótico é visto como comportamentos sexuais focado apenas no prazer físico carnal, na sensualidade dos corpos, na estimulação dos sentidos, muitas vezes envolvendo uma construção de fantasias, sem o sentido de amor romântico.
Arquétipos eróticos são padrões de desejos e comportamentos relacionados a intimidade e a atração que refletem como cada pessoa se excita, se conecta e expressa sua sexualidade.
Neste sentido o projeto arquétipo resgata o sentido original do sexo erótico como a relação intima que representa a união entre o amor e a alma, em que o prazer sexual atinge a alma do casal na relação sexual.
Educação sexual é um processo abrangente de ensino e aprendizagem sobre o comportamento sexual humano, que vai além do biológico para incluir aspectos emocionais, psicológicos, culturais, de saúde e prevenção de violências no ato sexual.
A liberdade sexual é o direito a sexualidade com responsabilidade e respeito ao parceiro, enquanto a libertinagem é o abuso do ato sexual, que viola esta autonomia e age sem se importar com limites ou consequências.
A educação sexual deve ensinar sobre o corpo, o consentimento do parceiro, a diversidade de gostos, saúde reprodutiva, e a diferença entre o que é prazeroso e o que abusivo, quando se trata de comportamento sexual, tornando jovens e até mesmo adultos mais consciente sobre sua sexualidade.
Neste sentido o projeto arquétipo resgata o sentido original do sexo erótico como a relação intima que representa a união entre o amor e a alma, em que o prazer sexual atinge a alma do casal na relação sexual.
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